sexta-feira, 16 de julho de 2010

Good luck




Eu sempre me perguntei se a sorte realmente existe. Aquele momento certo de se estar, aquela nota achada na rua, aquele dia de chuva que se transforma em sol de uma hora para a outra. Ás vezes tenho a leve impressão de ser tudo questão de positivismo, uma harmonia entre boas energias e bons pensamentos.
Será simples coincidência ou realmente uma questão de sorte? Por que procuramos tanto por ela?
As pessoas costumam se prender nas coisas que de certa formam mantenham a possibilidade de acreditar. Seja sorte, religião ou qualquer outra coisa, é simplesmente uma questão de acreditar.
E quando as coisas não acontecem, sempre procuram enxergar o lado negativo que há no desenrolar do enredo, desprezando os possíveis caminhos que se abrem no fechar de uma porta. É como se aquela oportunidade fosse como um dente-de-leão, que ao passar o vento se dissipa por todo o campo, e costumamos acreditar que ele nunca mais voltará a ser como era, quando na verdade o vento só faz com que mais sementes fertilizem na terra, gerando 20 vezes mais flores que o número inicial.
A verdade é que há muita falta de reconhecimento com a nossa própria sorte, aquela sorte ilegível que costumamos não ver por ser tão comum, mas que para outras pessoas mudaria tudo.Portanto, nunca esqueça: ame a sua sorte. Afinal, você tem muita sorte.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Haver




- Há em mim uma serenidade assustadora,uma mistura de calmaria e equilíbrio emocional. Guardo ventos,por momentos, sustento ideias malucas, curtas, singulares, inexplicáveis. Há em mim uma outra parte que difere da serenidade, uma obscura parte nublada, altas, baixas, estagnadas, como uma roda-gigante.

Há em mim tempestades devastadoras, que costumam vir em dias impetuosos, que me varrem completamente. Uma parte egoísta, amoral, mas indiscutivelmente essencial.

Sou mistura, somos misturas. Há em mim plena consciência, sou vontade, sou coragem, sou medo, sou segredo.

A verdade é que somos matérias, inegavelmente complexas, cheias de pequenas partes diferentes mas que mantém em pé todo o edifício que temos pelo avesso.

Há em você parte disso, talvez parte de mim, talvez parte de qualquer outra coisa. Só não queria ser por completo, ser como objeto, que mantém regrada atitudes sempre iguais.

Há em nós sentimentos absurdos e devastadores, sentimentos que vão e vem, sentimentos bons outras vezes não tão bons assim. Sentimentos, atitudes, palavras, que às vezes podem demonstrar ou não o que sentimos.Palavras que o vento traz e leva, palavras que se tranformam em pequenas ações, que podem nos surpreender, entristecer, alegrar ou decepcionar.Mas que nos remetem ao que temos no nosso mais profundo subconsciente.
Indara Mel Santana e William Borges.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O tempo


Que força invisível é essa que é capaz de modificar tantas coisas? É estranho imaginar que algo tão crucial para a nossa existência seja abstrato, sem formas, cheiro ou cor.
O que todos nós queremos na maioria das vezes é mais tempo, seja para reorganizar alguns pontos, esquecer algo ou simplesmente para dar longevidade ao momento em que estamos vivendo. Outro ponto interessante, seria o tempo a cura para erros desastrosos? É comum ouvirmos isso, mas acredito que, como toda ferida mesmo que se passe muito tempo a cicatriz ficará ali para te fazer lembrar o quão dolorida ela foi.
A verdade é que o tempo é como o vento. Sem cheiro, sem formas, você simplesmente o sente passar e a sensação que fica é de estar sendo "varrido" por dentro, como se de alguma forma ele levasse com ele as coisas ruins que tentamos esquecer. Entretanto, devemos nos manter firmes à um fato incontestável: Assim como o vento, o tempo não volta. Portanto, devemos vivê-lo como se não houvesse mais tempo, nem vento. Como se não houvesse nada no futuro, apenas no presente, porque é onde as melhores coisas acontecem.