quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O que eu também não entendo.


Ás vezes fico fixamente olhando para determinado ponto, e por um instante a minha mente paralisa. É como se eu não visse nada ou não pensasse em nada.De repente vou para outro lugar, e é como se o cenário à minha volta passasse a ser mera ilustração secundária.

Tenho pensado muito em determinados pontos da vida, sobre conceitos complexos e também alguns simples. Por que as pessoas complicam tanto as coisas? Que mania é essa de apertarmos sempre o botão auto-destruição diante de determinadas situações?

Tenho pensado também nas pessoas que me rodeiam, se elas merecem realmente toda a atenção e suporte que ofereço e se eu realmente estou sabendo distribuir essa atenção de forma correta e justa. Tenho me preocupado com isso, como com tantas outras coisas. Esses é um dos meus defeitos que beiram ser uma qualidade a "auto-crítica" sempre me analiso minuciosamente, sempre achando que poderia ser melhor porque parto do princípio da evolução, do aprendizado mesmo quando não se aparenta ter nada a aprender.

Tenho também vivido, de uma forma meio que egoísta, como se não houvesse amanhã. Sei que sou muito mal interpretado com diversas coisas, com diversas atitudes, mas tenho aprendido que ser visto com bons olhos é incrivelmente inferior a ser sentido com um bom coração. Tenho priorizado isso.

E quanto aos restos, bom, nós nunca precisamos de restos para sobreviver.

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Raramente mantemos contato com as mesmas pessoas por um longo período de tempo. Normalmente o relacionamento entre pessoas é bastante instável, e muitas vezes presos apenas por pequenos "vícios", seja escola, trabalho, curso ou qualquer outra coisa. E uma vez que essa linha se rompe, são poucas as vezes que os relacionamentos se mantém firmes.
Amigos de infância que cresceram e não se tornaram tão amigos assim, aquela pessoa que no último semestre era tão próxima de ti e de um dia para o outro se tornou tão distante, tão estranha.
Tenho entendido que as pessoas têm missões para preencher a nossa linha de existência, é como se estivesse destinado o tempo em que elas passariam conosco para nos fazer aprender algo, para ajudar a evoluir uma parte de nós, mesmo que subconscientemente.
E depois tudo se tornará apenas uma lembrança, na maioria das vezes boa. E é difícil encarar o fato de que nada voltará a ser como era, mas, seja para aliviar ou não, devemos compreender que tudo aconteceu no tempo certo e muitas vezes não seria uma lembrança tão boa se esse tempo tivesse se estendido.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Good luck




Eu sempre me perguntei se a sorte realmente existe. Aquele momento certo de se estar, aquela nota achada na rua, aquele dia de chuva que se transforma em sol de uma hora para a outra. Ás vezes tenho a leve impressão de ser tudo questão de positivismo, uma harmonia entre boas energias e bons pensamentos.
Será simples coincidência ou realmente uma questão de sorte? Por que procuramos tanto por ela?
As pessoas costumam se prender nas coisas que de certa formam mantenham a possibilidade de acreditar. Seja sorte, religião ou qualquer outra coisa, é simplesmente uma questão de acreditar.
E quando as coisas não acontecem, sempre procuram enxergar o lado negativo que há no desenrolar do enredo, desprezando os possíveis caminhos que se abrem no fechar de uma porta. É como se aquela oportunidade fosse como um dente-de-leão, que ao passar o vento se dissipa por todo o campo, e costumamos acreditar que ele nunca mais voltará a ser como era, quando na verdade o vento só faz com que mais sementes fertilizem na terra, gerando 20 vezes mais flores que o número inicial.
A verdade é que há muita falta de reconhecimento com a nossa própria sorte, aquela sorte ilegível que costumamos não ver por ser tão comum, mas que para outras pessoas mudaria tudo.Portanto, nunca esqueça: ame a sua sorte. Afinal, você tem muita sorte.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Haver




- Há em mim uma serenidade assustadora,uma mistura de calmaria e equilíbrio emocional. Guardo ventos,por momentos, sustento ideias malucas, curtas, singulares, inexplicáveis. Há em mim uma outra parte que difere da serenidade, uma obscura parte nublada, altas, baixas, estagnadas, como uma roda-gigante.

Há em mim tempestades devastadoras, que costumam vir em dias impetuosos, que me varrem completamente. Uma parte egoísta, amoral, mas indiscutivelmente essencial.

Sou mistura, somos misturas. Há em mim plena consciência, sou vontade, sou coragem, sou medo, sou segredo.

A verdade é que somos matérias, inegavelmente complexas, cheias de pequenas partes diferentes mas que mantém em pé todo o edifício que temos pelo avesso.

Há em você parte disso, talvez parte de mim, talvez parte de qualquer outra coisa. Só não queria ser por completo, ser como objeto, que mantém regrada atitudes sempre iguais.

Há em nós sentimentos absurdos e devastadores, sentimentos que vão e vem, sentimentos bons outras vezes não tão bons assim. Sentimentos, atitudes, palavras, que às vezes podem demonstrar ou não o que sentimos.Palavras que o vento traz e leva, palavras que se tranformam em pequenas ações, que podem nos surpreender, entristecer, alegrar ou decepcionar.Mas que nos remetem ao que temos no nosso mais profundo subconsciente.
Indara Mel Santana e William Borges.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O tempo


Que força invisível é essa que é capaz de modificar tantas coisas? É estranho imaginar que algo tão crucial para a nossa existência seja abstrato, sem formas, cheiro ou cor.
O que todos nós queremos na maioria das vezes é mais tempo, seja para reorganizar alguns pontos, esquecer algo ou simplesmente para dar longevidade ao momento em que estamos vivendo. Outro ponto interessante, seria o tempo a cura para erros desastrosos? É comum ouvirmos isso, mas acredito que, como toda ferida mesmo que se passe muito tempo a cicatriz ficará ali para te fazer lembrar o quão dolorida ela foi.
A verdade é que o tempo é como o vento. Sem cheiro, sem formas, você simplesmente o sente passar e a sensação que fica é de estar sendo "varrido" por dentro, como se de alguma forma ele levasse com ele as coisas ruins que tentamos esquecer. Entretanto, devemos nos manter firmes à um fato incontestável: Assim como o vento, o tempo não volta. Portanto, devemos vivê-lo como se não houvesse mais tempo, nem vento. Como se não houvesse nada no futuro, apenas no presente, porque é onde as melhores coisas acontecem.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Escolha


" - Escolher. Um verbo que na maioria das vezes me traz incertezas. Na verdade, não costumamos gostar das escolhas, elas normalmente trazem consequências que nos perseguem durante toda a vida. Mas, será que chegariamos a algum lugar sem elas? será que aprenderiamos sem as escolhas erradas?
Dúvidas, elas estão sempre presentes nas escolhas. Será que nos apioamos no que sabemos ou damos um passo para o desconhecido? É o risco que corremos ao escolher algo. Um risco como tantos outros que corremos a todo momento, correr riscos é vital. Mas, na maioria das vezes, correr o risco nos apioando no desconhecido em escolhas inesperadas é o passo mais importante que damos. O pior ao acontecer é errarmos, e até o erro tem seu lado positivo. O crescimento em consequência dele é indiscutivelmente proveitoso para todas as inúmeras escolhas que enfretaremos. "


'pores', cores, sabores.


" Quem um dia não parou para observar por algum tempo um pôr-do-sol? A diferenciação no céu nessa determinada hora do dia sempre me despertou interesse, gosto da gama diversificada de cores que apresentam uma perfeita harmonia, tão singelas, tão vivas, ás vezes tão distintas, passeando pelo tom rosa, se misturando pelo azul anil e por raras vezes transformando-se em um laranja singular ( Particurlamente prefiro o tom alaranjado das nuvens). É inevitável não sentir um sabor de nostalgia ao ver essa etapa do dia, uma sensação de tristeza feliz, uma vontade de viver aquilo que já foi vivido e imaginar se algum dia você se encontrará sentindo saudades do que vive hoje. Talvez o pôr-do-sol desperte em mim muito mais que apenas interesse, acho que me inspira de certa forma. Me faz perceber o quão rápidas as coisas podem ser, e por mais difícil que seja elas sempre terminam, mas não para ser um final feliz, triste ou um fim, seja lá qual for. Mas para recomeçar, e quem sabe, ser ainda melhor do que um dia foi"